• Ricardo Rochman

Fundos de Ações Maiores de 21 anos

Fundos de investimento vem e vão, mas alguns conseguem passar por crises, dificuldades do mercado financeiro e da economia como um todo, sobrevivendo e prosperando além dos principais índices de referência (benchmarks) do mercado, como, por exemplo, o IBOVESPA e a taxa DI (CDI).


Levantamos os fundos de investimento em ações que completaram pelo menos 21 anos (atingiram a maioridade absoluta) em 30 de novembro de 2020, possuíam 100 ou mais cotistas e tinham mais que R$ 100 milhões de patrimônio líquido.


A partir de um banco de dados original de 2910 fundos de ações chegamos a 58 fundos que atendiam as restrições de idade, cotistas e patrimônio, o tamanho da amostra parece (e é) pequeno, mas vale lembrar que o crescimento do mercado de ações e fundos de ações veio com a onda de IPOs de 2004 e com a recente queda da taxa SELIC.


Dos 58 fundos de ações calculamos a taxa de retorno acumulada nos 21 anos findos em 30/11/2020, e selecionamos os 15 fundos com as maiores rentabilidades (o risco deles foi bem similar por isso focaremos na taxa de retorno) que apresentamos a seguir:



Como referência o IBOVESPA no período rendeu 690,3% e o CDI rendeu 1075,8% (bons tempos das altas taxas de juros), e os 15 fundos superaram em muito esses dois benchmarks, com taxas de retorno anualizadas que impressionam qualquer pessoa.


Mas a vida deles não foi fácil, a partir da amostra de 58 fundos de ações calculamos a contribuição média ao retorno do fundo de cada um dos anos dentro do período estudado (a soma dos percentuais é 100%), que pode ser observada a seguir:



Os piores anos para os fundos de ações foram de 2008, 2015 e 2011, todos relacionados a crises econômicas mundais (2008 a dos Subprimes, e 2011 a Europeia reflexo da de 2008) ou a crise brasileira (2015 o PIB do Brasil caiu 3,5%). Apesar da pandemia do novo Coronavírus, 2020 está na sétima posição entre os piores anos para os fundos de ações nos últimos 21 anos.


No gráfico anterior também se pode visualizar ciclos que o investimento em ações vivencia, e que o investidor tem que saber conviver, pois reparem que depois da tempestade a bonança vem.


Olhando o desempenho dos 15 melhores fundos em comparação com os benchmarks podemos dizer que investir em ações é bom no longo prazo, mas é essencial escolher bons gestores de fundos, pois nem todos conseguem superar os índices de referência, no período de 21 anos 36% dos fundos superaram o CDI e 59% superaram o IBOVESPA.


Em outros posts mostraremos os melhores fundos multimercados e de renda fixa nos últimos 21 anos.



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