• Ricardo Rochman

A SELIC vem caindo, mas foi a pandemia que derrubou a taxa do capital de giro

De julho de 2019 até maio de 2020 a taxa SELIC foi reduzida em quase 55% (de 6,4% para 2,9% ao ano), mas não foi a ação do COPOM que fez com que os bancos reduzissem suas taxas de financiamento de capital de giro, mas sim a crise econômica provocada pela pandemia.


Isso pode ser visto na tabela a seguir, que apresenta as taxas de juros cobradas pelos bancos, financeiras e demais instituições financeiras conforme pesquisa semanal "Pessoa jurídica - Capital de giro com prazo até 365 dias - Pré-fixado" publicada pelo Banco Central do Brasil (https://www.bcb.gov.br/estatisticas/txjuros).


Foi principalmente nos meses de abril de maio de 2020 que as reduções nas taxas de juros de capital de giro foram mais acentuadas, e é importante notar que a queda nos juros não foi somente um repasse da redução na taxa SELIC, mas sim diminuição no spread cobrado por bancos. Vejam que de junho de 2019 a maio de 2020, a taxa SELIC caiu 3,5 pontos percentuais enquanto a taxa de capital de giro do banco Itaú (tinha menor taxa em maio de 2020 dentre os grandes bancos) caiu 11,95 pontos percentuais.


Outro ponto de destaque é que os grandes bancos aparentemente tem se empenhado em reduzir mais a taxa de juros de capital de giro. Por outro lado, as Financeiras e bancos médios e pequenos não mudaram em média sua posição quanto ao financiamento do capital de giro, tão importante para a gestão de todas empresas.


Esperamos que as taxas de crédito para capital de giro continuem reduzindo, abundantes, e de fácil obtenção durante e depois da pandemia, pois capital de giro é gestão diária de qualquer negócio e essencial para o crescimento econômico.


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