• Ricardo Rochman

Adivinhe qual é o ativo

Esta é a imagem que postei para adivinharem qual é cada ativo:




Com frequência temos em mente certos conceitos pré-concebidos, que afetam nossa decisão de investimento, e a gestão dos nossos recursos financeiros. Levantei o histórico de 6 ativos (nem todos financeiros) de 2006 até final de 2020, e simulei o investimento de R$100 (cem Reais) no início de 2006 até dezembro de 2020. Em seguida enviei para alguns amigos e colegas (todos com vasta experiência no mercado ou academia) e pedi que adivinhassem quais eras os ativos e índices envolvidos, para minha surpresa praticamente todos erraram todos índices.


O Mundo muda e precisamos constantemente rever nossos paradigmas, conceitos e estereótipos, e desconfie de fórmulas prontas ou garantidas de investimento, pois há sim ciclos econômicos, de negócios e de investimentos, e nossas carteiras tem que ser rebalanceadas para aproveitar os ciclos. Não precisamos necessariamente antecipar os ciclos, mas estar atentos para os novos ciclos e surfá-los, senão só vai sobrar caldo (tradução: é quando o surfista cai da prancha).


Segue a imagem com os nomes dos ativos ou índices:



A tabela a seguir apresenta as taxas de retorno no período de 2006 a 2020, e a volatilidade mensal de cada um deles no período de 2016 a 2020:



O tomate (preço do CEAGESP na cidade de São Paulo) não é ativo de investimento, mas o coloquei para mostrar que há coisas fora do mercado financeiro que possuem alta volatilidade, perguntem para produtores de tomate (e pizzarias) como sofrem com a variabilidade do preço da commodity. Aliás, a linha vermelha representa bem uma commodity, pois seu preço tem altas e baixas acentuadas, e tende a ficar ao redor de um preço médio, além da sazonalidade que é perceptível.


Só de curiosidade a volatilidade do Bitcoin em Reais de 2016 a 2020 foi de 29,8% a.m., ou seja, o tomate é quase tão volátil quanto o Bitcoin, mas o preço não subiu tanto. Na tabela vemos que investir no exterior (SP500BRL = índice S&500 em Reais) pode ser uma boa estratégia para o investidor (vivam os BDRs e ETFs de índices do exterior), pois de uma tacada só o investidor diversifica na bolsa dos EUA e investe em dólares.


No período vejam como a Taxa DI (CDIAcum) superou o Ibovespa, a taxa de câmbio do Real/USD (BRLUSD) e o tomate, pois foi um um período de juros altos (causado pelos problemas fiscais do Governo e crises) que encerrou em 2020, mas pode ser retomado (o que está acontecendo).


O índice S&P500 convertido para Reais, que equivale a investir em um ETF do S&P500 aqui na B3, foi o de melhor desempenho, mas olhando no gráfico verão que o S&P500BRL superou o Ibovespa somente em 2013, que foi o início de um novo ciclo que veio do sucesso das empresas de tecnologia (Amazon, Apple, Google...) e de forte desvalorização do Real frente ao Dólar dos EUA. Será que veremos outro ciclo iniciando em 2021 ou 2022?


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